quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Seis possibilidades

Ô cabecinha confusa essa minha!
Acordo Índia e vou dormir Cigana...
Faço as malas para Marte, e não saio nem da Vila.
Inverto tudo; no samba, eu choro!
No velório eu me apaixono...
Na meditação eu dou risada!
Fico perdida, é muita escolha, opção, vontade... Sei não!
É muito comum acontecer comigo, três festas incríveis para ir no mesmo dia... E eu???
Fico em casa dormindo, por pura incapacidade de escolha!
Ou pior, vou justamente naquela que, aquele dia resolveu não ser tão incrível assim...
Puta que pariu!
Amo de paixão comer!
Aí, vou a um restaurante bacana... Faço o quê?
Fico duas horas e vinte para escolher o prato, quem está comigo, se for inteligente já comeu, se não caiu da cadeira desmaiado de fome!
Isso sem falar nas relações... Mas isso, bom, deixa pra lá!
O tarô, a numerologia, o mapa astral dizem: foque!
Difícil viu?!
 Tô no tempo das compras, logo estraga, logo troca, vende, permuta, negocia...
Aí compro um celular super mega blaster, sinto falta do antigo pq a bateria durava mais e ele pegava embaixo do túnel no metrô!
Não sei se já falei isso, um alguém me disse esses dias que, quando ficamos muito tempo para  tomar uma decisão, queimamos cartucho da nossa memória...
E eu colocando a culpa na maconha tabelada!

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Enfim...

Daí descobri um alguém que gosta de ficar em casa!
Que gosta de ficar sozinho!
Que gosta de si...
Ai ai!
Vomitei um tanto de palavras no papel, e fiquei mais tranqüila...
Um calmante antigo esse!
Pena não ser receitado pelos médicos.
Um tremelique estranho nas mãos... Cigarro demais? Sentimento demais? Sei lá...
Prefiro assistir o por do sol, da janela que tanto me faz bem! A velha alma.
Essa tal de alma gosta das coisas às claras! Mas nem sempre sei como fazer.
Tantas coisas que gosto e não sei como fazer... O feijão da minha avó, por exemplo!
Quem sabe, se um dia aprender a cozinhar o feijão da minha avó... Passe assim mais tempo em casa...
Ela quase não sai, o segredo deve estar no feijão! Algum pozinho mágico que faz a vida dentro de casa muito mais interessante!
Ou não!
Sei que deveria me esforçar... Mas tenho preguiça de concluir esse raciocínio!
Enfim...

Para aí!

Escrevo e canto cada dia pior!
Gosto de prata, não de ouro!
Quando venta, sinto arrepio, não frio!
Todo vento carrega uma notícia. E ninguém nem percebe!
Não percebe pq não ouve com coração de criança...
Carrego um coração pré-adolescente, cheio de crise, paixão, dúvida, medo...
Hoje, depois de muito, muito mesmo... Tive medo de morar só!
Tranquei todas as portas, acendi todas as luzes, liguei o som, a TV, o computador, tudo ao mesmo tempo!
A conta de luz vai vir alta! O meio ambiente foi debilitado!
Pensamentos de gente que teve que crescer!
Ai que saco!
Fumo sem me esconder, mas às vezes falta o cigarro.

Tum...

Uma paixão boa que bateu ali!
Fumamos um?  Não, deixamos para lá...
A rede escolheu a forma do abraço, o encaixe
Cada tom uma sedução!
Olhinhos brilhantes
Tanta foto bonita...
Um que de não sei que
Uma invasão boa
Um pertencimento um do outro
Pausa para respirar
O suspiro vira choro...
O choro sei lá...
Assim foi q passou, rapidinho...
Uma hora em vinte minutos
Uma noite em um sorriso

sábado, 30 de outubro de 2010

S2

Deixou de dizer “EU TE AMO!” pq já não fazia mais sentido.
Impossível!
Então não era amor... Amor não sai correndo assim!
Ora, outra diz, “o amor é dele, e ele pode fazer com isso a porra que bem entender.”
Ai ai... Guardar o amor pra si... Numa caixinha bem trancada... Chamada coração... Ai ai ai!!!
Me lembro que quando criança, pensava:
-Esse formato de coração que me ensinam na escola (S2) não pode caber dentro de mim... É muito redondinho, certinho...
Vai ver que era pq não conseguia desenhar.
Mais tarde, nas aulas de sei lá oq, descobri que o formato era mesmo outro, tinha veia e tudo mais...
Descobri também que o príncipe e a princesa que casam, um dia viram rei e rainha...
E que pra ser feliz para sempre, tem que suar a camisa!
O tal formato de coração, hoje aprendi a desenhar.
E fico aqui tentando encaixar num corpo, que a sabedoria de criança já havia detectado que não cabia!   

Ai de hum!

Lembro-me de quando dormiu no meu quarto,
Perdeu a hora,
Acordou com medo de ir embora e pediu para ficar um pouquinho mais.
Tão bonito! A expressão sapeca apaixonada.
O medo de ser mulher demais.
A angustia de ser mulher de menos.
O choro desesperado.
O abraço apertado.
-Sem você não posso mais!
Amor num tiro só,
Pra roteirista nenhum botar defeito.
Abrindo cada segredo, como a uma fita de embalagem para presente.
Presente imediato, que não sabia quase nada do passado,
E já matava o tal futuro num beijo demorado...
Sumiu! Descendo alguma dessas escadarias.
A lembrança virou fumaça, que sai do escapamento de uma nave qualquer.

Furo no céu!

De mala pronta
Furada no espaço
Fugida do aleatório.
O avião passou...
Alto alto lá no céu!
Perdi o bilhete,
Por pura burocracia não embarquei!
Burocracia celestial
Que não deixa o distante chegar,
Tão longe lá,
Tão sufocante aqui!
Prazer do momento eterno que não é,
Posto que nada é!
Culpar o céu...
Mais confortável que assumir o chão!
Desce da nave ego voador.
Pousa num quintal por aí e se resolve!!!